segunda-feira, 18 de março de 2019

Desafio a desafiar

Há dias assim… mais propriamente: há fins-de-semana assim!

Este fim-de-semana há boas e más notícias que nos chegam de Fátima. Na associação escutista Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português(CNE) realizaram-se dois Conselhos Nacionais, o primeiro Plenário (CNP) com assento de todos os dirigentes e em que foi aprovada a redação final dos novos estatutos associativos que trarão, depois de um processo de validação e registo legal, associados jovens adultos com idades entre os 18 e 25 anos não dirigentes ao principal centro de decisão da associação - o segundo Conselho Nacional do fim-de-semana  – o Conselho Nacional de Representantes (CNR).
Confuso? Nada. O primeiro, o orgão máximo da associação, reúne ordinariamente de 3 em 3 anos ou em situações excepcionais desde que para tal seja convocado, de acordo com as regras estatutariamente definidas. Mas como o universo de conselheiros ronda hoje os 10.000 ( no passado também já era muito elevado) surge na anterior revisão estatutária um orgão que reúne pelo menos anualmente e toma decisões da vida da associação que não são de excepção. Na minha opinião são as decisões realmente importantes pois vão desde a discussão e aprovação dos planos e orçamentos, a aprovação de regulamentos, aquisição e alienação de bens e alterações do programa educativo.

Pelo acima descrito, o passo dado pelo CNP no sábado passado permite que a breve trecho, desde que assim queiram, os jovens do CNE estejam presentes num importante centro de decisão. Podemos vir a ter um CNR largamente jovem se essa for a vontade dos Conselhos Regionais pois todos os representantes, com a excepção das inerências, poderão ser caminheiros ou candidatos a dirigentes que tenham sido caminheiros (<25 anos). Muito Boas Notícias!

Por outro lado no CNR que se iniciou na tarde de sábado e se prolongou para domingo a associação deu um passo atrás naquilo que é essencial: o Programa Educativo – 2009/2010.

Pode parecer uma alteração de pormenor mas pessoalmente veja na menorização do DESAFIO um retrocesso da proposta e oferta educativa que a associação faz aos jovens adultos.

Desconheço a fundamentação da alteração.

Terá resultado de um debate aberto, de âmbito nacional e largamente participado em sede de Cenáculo?
Terá resultado da avaliação a que nos obrigamos realizar entre 2014 e 2018?
Sim avaliação! Para os mais distraídos: comprometemo-nos em 2010 a avaliar, depois de um ciclo pedagógico(2014) e durante um novo ciclo (2018), a aplicação, adequação e actualidade do programa educativo.

Independentemente da fundamentação oponho-me ao princípio de o DESAFIO poder ser realizado depois da PARTIDA. Parece-me que estamos a criar uma forma de aliviar consciências, reconhecendo que somos incompetentes para desafiar, motivar, acompanhar e suportar um caminheiro, durante os 4 anos que vive a IV secção, para o objectivo de projectar e animar uma actividade de serviço comprometido com a comunidade de no mínimo 3 meses! Um desafio pessoal mas que deverá comprometer o Clã e de forma particular a sua Tribo.



Será o DESAFIO - ou a falta dele(s) – uma limitação para a realização da PARTIDA? Cerimónia tão bonita que culmina e coroa um longo percurso de escutismo…

Francamente parece-me que sim… e pois, fica o assunto resolvido.

O Escutismo ensinou-me muita coisa e uma delas foi: ver o lado bom das coisas. E este pequeno escolho tem de bom obrigar-nos a sermos melhores animadores.

O DESAFIO não é um fim nem o fim, mas uma ferramenta poderosíssima para ajudar o jovem adulto a vivenciar a dimensão da Felicidade fazendo os outros felizes. Ou... não acreditamos nisto?

Leão Honrado

Sem comentários:

Desafio a desafiar

Há dias assim… mais propriamente: há fins-de-semana assim! Este fim-de-semana há boas e más notícias que nos chegam de Fátima. Na associa...